Aldeias Históricas de Portugal ganham palco europeu no Dia Europeu do Turismo
A rede foi convidada pela Comissão Europeia a integrar o Dia Europeu do Turismo 2026, em Bruxelas, num reconhecimento do seu modelo de turismo sustentável, territorial e centrado nas comunidades.

As Aldeias Históricas de Portugal estiveram ontem, dia 26 de janeiro, no centro das atenções europeias ao participarem no Dia Europeu do Turismo 2026, em Bruxelas, a convite da Comissão Europeia. A presença da rede portuguesa integrou um conjunto restrito de projetos selecionados para as Side Exhibitions do evento, espaços dedicados à apresentação de boas práticas e iniciativas de referência no setor do turismo.
O convite surge num contexto altamente estratégico. O Dia Europeu do Turismo reúne decisores políticos, representantes das instituições europeias e os principais stakeholders do setor, funcionando como uma plataforma de debate sobre o futuro do turismo na Europa. A participação das Aldeias Históricas de Portugal neste fórum traduz o reconhecimento do percurso desenvolvido ao longo dos últimos anos na promoção de um modelo turístico sustentável, integrado no território e profundamente ligado às comunidades locais.
A seleção para as Side Exhibitions, que decorreram no Charlemagne Building, reflete a forma como a rede tem conseguido articular património histórico, desenvolvimento económico, sustentabilidade ambiental e coesão territorial. Mais do que um destino turístico, as Aldeias Históricas de Portugal afirmam-se como um laboratório vivo de inovação no interior do país, demonstrando que é possível valorizar territórios de baixa densidade sem comprometer identidade, autenticidade ou qualidade de vida.
A sustentabilidade tem sido um dos pilares centrais desta estratégia e esteve igualmente no centro das discussões do Dia Europeu do Turismo 2026. A abordagem da rede passa pelo reequilíbrio territorial e sazonal, pela criação de ofertas turísticas fora dos períodos de maior procura e pelo desenvolvimento de produtos ligados à cultura, ao património, à natureza e aos produtos locais. O objetivo é claro: promover uma utilização mais equilibrada do território ao longo de todo o ano, reduzindo a pressão sobre destinos mais massificados e reforçando o papel do interior no mapa turístico europeu.
No campo da mobilidade, a rede tem vindo a apostar em soluções de conectividade sustentável, com destaque para percursos pedestres e cicláveis, mobilidade suave e projetos estruturantes como a GR22. Esta rota transfronteiriça liga as Aldeias Históricas portuguesas à região espanhola de Cáceres e assume-se hoje como uma das maiores rotas de walking e cycling da Europa. A par disso, têm sido desenvolvidas iniciativas de mobilidade local inclusiva, com frotas elétricas, pontos de carregamento e soluções adaptadas a territórios de baixa densidade, promovendo acessibilidade, inclusão social e redução da pegada carbónica.
A regeneração territorial é outro eixo fundamental do modelo apresentado em Bruxelas. A estratégia passa pela valorização da identidade local, pela reabilitação sustentável do património edificado, pela promoção da agricultura sustentável, da biodiversidade e das indústrias culturais e criativas, sempre em alinhamento com os princípios da eficiência energética e da adaptação climática. Este trabalho está em sintonia com o Pacto Ecológico Europeu, os Planos de Ação de Energia Sustentável e Clima e a Nova Bauhaus Europeia.
A governação colaborativa é uma das marcas distintivas das Aldeias Históricas de Portugal. O modelo envolve municípios, comunidades locais, pequenas e médias empresas, empreendedores, entidades regionais, nacionais e europeias, bem como o sistema científico e tecnológico. A associação que coordena a rede atua como facilitadora de investimento, inovação e capacitação, funcionando como ponte entre políticas públicas e território. Esta abordagem encontra-se alinhada com a Agenda 2030 das Nações Unidas e contribui para vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, nas dimensões económica, social, ambiental e institucional.
O reconhecimento europeu agora reforçado soma-se a distinções internacionais atribuídas pela Organização Mundial do Turismo, que nos últimos anos distinguiu Castelo Rodrigo, Castelo Novo e Sortelha como Best Tourism Villages. A presença no Dia Europeu do Turismo 2026 consolida o posicionamento das Aldeias Históricas de Portugal como uma referência no debate europeu sobre destinos sustentáveis, resilientes e de elevada qualidade, com capacidade para inspirar políticas públicas e projetos semelhantes noutros territórios.
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