Museus em Lisboa para quem gosta de arte, cultura e design
Lisboa tem museus para quase todos os interesses. Há espaços dedicados à arte contemporânea, outros focados na história do País, colecções que atravessam séculos e projetos mais recentes que transformaram edifícios inteiros em pontos de interesse da cidade. E mesmo para quem não costuma incluir museus no roteiro de viagem, alguns acabam por surpreender pela arquitetura, pelas exposições ou pela forma como contam histórias.
Reunimos cinco museus que merecem uma visita na próxima passagem pela capital.

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Belém, tornou-se um dos espaços culturais mais reconhecidos de Lisboa desde a sua abertura, em 2016. O edifício desenhado pela arquiteta britânica Amanda Levete rapidamente ganhou protagonismo próprio e continua a atrair visitantes pela localização junto ao Tejo e pelo terraço que funciona como miradouro sobre a cidade. Lá dentro, a programação combina arte contemporânea, arquitetura e tecnologia, enquanto a antiga Central Tejo acrescenta uma dimensão histórica ao percurso.

Também em Belém, o Museu Nacional dos Coches continua a ser uma das visitas mais curiosas da cidade. O espaço reúne uma das coleções mais importantes do mundo dedicadas a coches e carruagens históricas, muitas delas associadas à realeza portuguesa. Algumas impressionam pela dimensão, outras pelos detalhes decorativos e pela história que transportam consigo. O Coche dos Oceanos, utilizado numa embaixada enviada ao Papa no século XVIII, é uma das peças que mais chama a atenção.

Para quem prefere arte contemporânea, o Centro de Arte Moderna Gulbenkian entrou numa nova fase após a reabertura em 2024. O espaço foi totalmente transformado, ganhou uma ligação mais direta ao exterior e passou a integrar novas áreas dedicadas à videoarte, arte sonora e desenho. A programação expositiva continua a ser um dos principais motivos de visita, mas a renovação do edifício trouxe também uma nova relação com os jardins envolventes.

O Museu Nacional do Azulejo oferece uma experiência diferente e ligada a uma das expressões artísticas mais características do País. Instalado no antigo Convento da Madre de Deus, permite percorrer vários séculos de história através de peças que mostram a evolução do azulejo em Portugal. Um dos pontos mais procurados é o grande painel que representa Lisboa antes do terramoto de 1755.

Na Baixa, o MUDE – Museu do Design voltou a abrir portas depois de vários anos encerrado para obras. O edifício, que em tempos acolheu o Banco Nacional Ultramarino, apresenta agora novos espaços expositivos distribuídos por vários pisos. O design é o ponto de partida, mas o percurso passa também pela moda, objetos do quotidiano e peças que marcaram diferentes épocas e formas de viver.

